La La Land

LA LA LAND


“Este é o começo de algo maravilhoso e novo ou mais um sonho que eu não posso realizar?”


Ryan Gosling & Emma Stone.… os dois dançando nas estrelas, sob as estrelas, entre os astros, a música e o piano ao fundo, tão doce, tão iluminados. Dois sonhadores em Los Angeles. Em LA LA LAND, vivendo essa história de amor: Ele é um jovem pianista de jazz. Ela é uma aspirante a atriz. E desde a noite em que o destino os uniu pela dança, a vida os vai juntando e separando, como se fosse a letra de um bolero.

E nessa ode à música, ao glamour, aos clássicos do cinema, aos sonhos inabaláveis, aos romances modernos, nessa serenata dividida pela arte, através da arte, pelas paixões e aspirações, tantas esperanças e corações partidos, ali, vemos cada personagem perseguindo sua esperança vã, protegendo-a, afagando-a, ambos orbitando por esse universo fantástico em Cinemascope e Technicolor, donde a história (Um lindo conto de amor, sem dúvida, mas algo mil vezes filmado e contado) é o que menos importa. O objetivo, parece, é nos arrebatar visualmente, através de um design ricamente elaborado pelo uso impressionante das cores, da luz, das pinceladas de jazz, cenários estonteantes, esse pôr do sol, as flores, a noite, e de volta às estrelas. Todos suspensos na fronteira entre o atual e o atemporal.

Então, enamorados por esses jovens – a própria câmera enamorada por esses atores -, nos sentimos como Sinatra diria, “cheek to cheek”, como outrora nos sentimos com Tom Hanks & Meg Ryan, Catherine Deneuve & Nino Castelnuovo ou talvez Richard Gere & Julia Roberts, ali respirando a fumaça de um clube de jazz ao som de Charlie Parker ou Dizzy Gillespie, ou então a efervescência dos palcos, do cinema, desse romance donde a imersão é real. A emoção é fluida. Um encanto como jamais visto porque toca o coração com a mesma vontade e doçura que CASABLANCA o fez na sua época. Ou que a Nouvelle Vague o fizera com OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR. Ou tantos outros musicais dos anos 40, 50 ou 60, não importa, porque aqui, os sentidos do expectador disparam e é difícil saber onde está o nó no peito, de onde vêm tantas lágrimas felizes. Um grande filme. Boa música. E, sobretudo, uma história que alimenta a alma dos românticos incuráveis.

(*) Crônica livremente inspirada do material cedido pela Summit Entertainment, incluso a entrevista de Damien Chazelle
RATING: 90/100

TRAILER

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FILMES · TIFF · VENEZA

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