Não há princípio, nem fim, nAS ESTAÇÕES, de Maureen Fazendeiro… tudo aqui é documento e fábula, ou antes um tear de vozes, de gestos e de ventos, ..
No futebol, chama-se FOLHA SECA, o chute que sobe em arco e, de repente, despenca de forma imprevisível. No cinema, esse mesmo movimento entre gravidade ..
Como escrever sobre um filme que parece ter sido antes respirado, sorvido, destilado entre musgos e orvalhos, do que propriamente narrado? CABELO, PAPEL, ..
No princípio, havia o nada… uma página em branco, vazia, imóvel. Então, um lampejo, e o universo se abre: não um, mas dois filmes, um dentro ..
Em KONTINENTAL’25, a cidade é persona ativa, um organismo urbano que assimila e elimina, que avança e apaga, um espaço “democrático e europeu” ..
No caminho (ou caminhão?) daqueles cinemões que se sentem na pele, na língua, no corpo, David Pablos nos mergulha no fetiche da estrada, no cheiro de borracha ..
Aleksandr Sokurov sempre filmou como quem atravessa corredores escuros à procura de ecos. No DIÁRIO DO DIRETOR, ele reabre a arca russa que parecia já encerrada ..
A croata Hana Jušić já havia provado em sua estreia, com ENCARANDO MEU PRATO, que sabia farejar histórias nos interstícios da opressão. Nove anos ..