Satan Disse Dance

SATAN SAID DANCE


SATAN SAID DANCE (2016)SATAN DISSE DANCE e todos dançaram… A cineasta, a atriz, o público, nesse filme-siririca que pouco diz ao que veio, exceto para abalar os valores da tradicional família brasileira. E o faz na dança macabra de tempos de Snapchat, tão descartável como um tweet qualquer. A câmera na vertical, tal qual se filma hoje em dia com o celular, ele próprio um protagonista, ao lado de Marta Nieradkiewicz, que fala naturalmente sobre pintos e boquetes, se despe e se masturba, nesse “porno-movie” polonês, cheio de espumante e devassidão, baladas e êxtase.

Na tela, a saga de Jagoda, ela, tão jovem, aspirante a escritora, mas no currículo, somente um livro e nada mais. Uma boneca que se veste como subcelebridade e pula de cena em cena, tão fácil como se faz de homem a homem. O sexo selvagem, uma selfie ousada, uma carreirinha de coca e a vida segue. O filme, idem, CURTINDO A VIDA ADOIDADA, até o fim, aos beijos, aos amassos, pela noite, fodendo, fumando, fornicando. A câmera alucinada a sua volta, o celular em diversos cliques e closes. Um momento de descanso e… Opa! A mão boba desce para uma nova siririca.

Então, o filme de Katarzyna Roslaniec se resume na cama, na banheira, na descarga e no vazio. Há um segundo livro na cabeça? Talvez exista, mas a personagem, a poeta, a mulher ou bruxa só pensa nos sussurros de Satã, na conversa niilista, na anarquia gótica, nesse comichão pseudo-filosófico que pouco coça e só nos irrita. É sarna? Não! É um filme ruim mesmo. Ou talvez seja só chato…

RATING: 30/100

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