Mad Max: Estrada da Fúria

MAD MAX FURY ROAD

Quase 30 anos depois da cúpula do trovão, a caçada continua… E nessa ESTRADA DA FÚRIA, nesse mundo de fogo e sangue, em guerra pelo mais vital, donde a humanidade só existe na memória e todos estão envenenados, enlouquecidos pelo mais traiçoeiro, o mais vil, sem qualquer lei, esperança ou misericórdia, vemos Max em cena, seu carro, um lagarto, a paisagem desolada. Sim, MAD MAX. Ele voltou. Ele sobreviveu. Ficamos em silêncio, extasiados.

Daí em diante são 2 horas de projeção, de western “motor”, de vertigem, de sequências insanas, montagem picada, cortes bruscos, chicote de câmera, foco e desfoco, um ritmo sempre agitado, como se fosse uma ópera do caos. O protagonista imerso em sentimentos ocultos, nesse deserto escaldante, pela tempestade de areia, pelas trevas, pela noite, mera bolsa de sangue pelo sacrifício e glória de Valhalla. Mas que dia! Que lindo dia!

Um filme de alta octanagem, que vemos em estado de alerta e que George Miller registra em eterna perseguição, a borracha queimando, o velocímetro no auge, os fogos explodindo, a guitarra flamejando. É puro rock´n´roll. Cinema em sua linguagem mais visual, visceral, várias sequências no limiar do preto & branco, a fotografia desbotada na essência mais primitiva, enquanto um arsenal de carros e motos se põe em movimento, os motores, os efeitos, transloucados, intensos, armas em várias gerigonças e peripécias atrás da Imperatriz Furiosa.

Um universo rico em subtextos e significados: Nesse futuro distópico, nesse passado medieval, ali, no fim do mundo, donde as maiores economias afundaram, as cidades foram varridas do mapa, o petróleo e a água são quase inexistentes, o alimento é escasso, o ar é contaminado e toda a espécie vaga pela Desolação, se constrói várias metáforas de poder. E diante desses abutres selvagens, reunidos ou escondidos em hordas, em Cidadelas, nas montanhas, na Vila Gasolina ou no Forte Bala, vemos claramente as hierarquias de poder, corrupção, fanatismo. O fetiche pela violência, pela dominação. Também um discurso feminista, embora as mulheres, nesse universo, nesse filme, ou são escravas ou são guerreiras, assim como os homens. Não importa. Todos estão loucos, doentes. A civilização acabou literalmente.

“E para onde devemos ir? Nós que vagamos nesse deserto à procura do melhor de nós?”

RATING: 92/100

TRAILER

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CANNES · FILMES

Comments

  • Melhor filme que assisti esse ano!

    Fabiany B 19 de julho de 2015 16:02 Responder
  • Filme visceral e sem dúvida, um dos melhores de 2015.

    douglasolive 21 de junho de 2015 3:23 Responder
  • Tão foda quanto o filme essa crítica!!!

    paulinhorollero21 8 de junho de 2015 0:29 Responder

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