Under the Silver Lake


Há muitas influências aqui, Alfred Hitchcock (JANELA INDISCRETA), Curtis Hanson (L.A. – CIDADE PROIBIDA) e David Lynch (CIDADE DOS SONHOS) certamente, David Robert Mitchell tenta emular todos eles, mas acerta, de fato, no Guia do Mochileiro das Galáxias, em algum roteiro perdido de Douglas Adams, escondido em códigos Hobo, em algum lugar, nos entretítulos de filmes silenciosos, em fanzines de serial dog killers, no fundo de um lago prateado, num bunker perdido, em canções de Jesus ou nas Filhas de Frankenstein, talvez numa caixa de sucrilhos, difícil dizer, porque nesse filme, tudo é bizarro, esquilos se suicidam, cachorros morrem, papagaios balbuciam, algo cheira estranho, e não é o gambá que surge do nada.

E com o cineasta, Andrew Garfield surta junto, em busca de sua femme fatale, pelo quarto vazio, na trilha de biscoitos de cachorro, por códigos de silencio, piscinas ensolaradas ou nas profundezas de Melrose Place, afinal por alucinações, conspirações ou imaginação – não se sabe – porque tudo está oculto, escondido nos filmes, nas músicas, nas revistas. Em anúncios e outdoors, nesse universo Geek que molda nossa cultura, senão um lago em que nos banhamos e donde o protagonista submerge rumo aos seus significados. Seu personagem está desempregado, seu carro é riscado e aprendido, ele está perto de ser despejado, mas nada disso importa, porque ao invés de ver sua vida queimar em uma morte lenta e banal, ele percebe a “aventura” – não por amor -, mas pela simples curiosidade, o estimulo, a plena adrenalina.

Então, por um filme que no espirito lembra VICIO INERENTE, na verdade vemos outro “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”, um rollercoaster (da Netflix?) em busca de fantasmas seminuas, atores esquecidos, um velho compositor, um lugar no meio do nada, pura fantasia, 140 minutos de projeção, boquetes e omeletes e do bumbum branco de Andrew. Nada mais. O que é, por si só, um mistério…

RATING: 64/100

TRAILER

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REVIEW · CANNES

Comments

  • Imaginei que fosse ser um filme tipo ame ou odeie!

    Cinéfila por Natureza 18 de maio de 2018 11:05 Responder

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