The Meyerowitz Stories

THE MEYEROWITZ STORIES


THE MEYEROWITZ STORIES é Noah Baumbach em família: Dustin Hoffman é o pai, um escultor aposentado, sem muito sucesso e muitas neuroses. Emma Thompson é a quarta esposa, meio hippie, meio atrapalhada, puro coração. Adam Sandler e Elizabeth Marvel são os filhos do primeiro casamento. Ben Stiller, do segundo. Há, ainda, uma neta (Grace Van Pattern), uma estudante de cinema, e naturalmente um poodle. É uma família, diria, disfuncional, como tantas outras, cheia de imprevistos e maneirismos, almoços de domingo, algumas discussões, as vezes briga e desculpas. Noah apenas seleciona algumas histórias (NEW AND SELECTED) e as filma, no mais ínfimo, no mais tradicional. Deixa seu texto com os atores e eles obviamente brilham, como se é esperado.

Não é grande coisa, sabemos, mas um álbum de pequenas coisas, cada cena sendo orquestrada nos gestos mais banais, em pequenos eventos, tão insignificantes, engraçados ou cruéis. Um filme-cotidiano, pelo qual se extrai a sinfonia da vida, um épico minimalista ou familiar. Cada ato contado em pequenos conflitos, entre o velho pai e seus filhos, a disputa entre irmãos tão diferentes, o entendimento entre gerações e gêneros, a herança entre artistas e suas obras. E em cada relacionamento, escrito no mais particular ou melancólico, as vezes corrosivo ou seco, vemos um filme que fala de sucessos e fracassos, que ilumina cada diálogo com dia-a-dia, o mais corriqueiro, algumas piadas, vários traumas e, sim, nessa imensa cacofonia de vozes de um grande elenco que, sob os holofotes, as estrelas ou nossa opinião, vai nos conquistando aos poucos, em cada cena ou conversa, seus diálogos preenchendo cada frame da projeção, falando da família, para a família e dela ao público. Um filme que nos remete ao texto de Woody Allen, pelo estilo e tragicomédia indie, mas sobretudo aOS EXCÊNTRICOS TENENBAUMS, de Wes Anderson, embora, aqui, o resultado seja mais pessoal. E não à toa a produção da Netflix: Um cinema para se ver em família, em casa, no aconchego da telinha. Nada mais.

RATING: 74/100

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CANNES · MARCHÉ DU FILM

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