How to Talk to Girls at Parties

HOW TO TALK TO GIRLS AT PARTIES


Da comunhão intergalática entre o nonsense, o punk e o “fio terra”, John Cameron Mitchell filma (outro) SHORTBUS transgressor, anárquico, repleto de alienígenas e sex dolls, circo e alto falantes. Filma no som, na fúria, no rock’n’roll. Seus personagens com casacos irados, cabelos desgrenhados, polyesteres multicor, se esvairindo nessa revolução, nos microfones, na rave… Então, somos abduzidos nessa loucura em ecstasy, no mais sobrenatural de tudo. 48 horas de orgia nerd, de simbologia arcana, de “guia do mochileiro das galaxias” e, principalmente, na incrível arte do flerte extraterrestre. Isso é HOW TO TALK AT GIRLS AT PARTY, boys! Então, fucking hell, vamos ao punk! Welcome to revolution! Eat me alive mommy, mommy! Eat me alive daddy, daddy! Let me inside, let me be a virus!

Também é um (absurdo) romance teen: Entre um jovem punk e sua garota alienígena. Entre o pub inglês e o planeta zen. Cada um, descobrindo o outro, vivendo dois dias ordinários, extraordinários. Comendo panquecas, comprando discos, correndo por aí, isso enquanto a noite não vêm, porque Nicole Kidman, em sua roupa de couro, sombra preta, cabelos transloucados, precisa entrar em cena, cuidar dessa menina e coloca-la em palco para o grande momento, a cena de libertação, o videoclipe intenso, sexo e música. Uma overdose visual, o público vai ao delírio, dentro e fora da tela.

Sim, você já viu esse filme de amores impossíveis, de formas e gêneros mais surpreendentes, fico aqui entre GHOST, CIDADE DOS ANJOS, A CASA DO LAGO, entre outros, mas esse é mais cool, extremamente jovem e bizarro. Quase transcendental em seus modos e figurinos aliens, na montagem alucinada, no texto inverossímil, na trilha que oscila entre a ópera e os gritos hardcores. É muito ruim, mas diverte, distrai. Pleasure Guilty

RATING: 67/100

TRAILER

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CANNES · MIX BRASIL · REVIEW

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