T2 Trainspotting

T2 TRAINSPOTTING


Primeiro, houve uma oportunidade. Então, a traição… E vinte anos se passaram desde então. Muita coisa mudou, muita coisa permaneceu idêntica. E eis o (re)começo, o único lugar para se chamar de lar: Na tela, Renton, Spud, Sick Boy e Begbie. Com eles, outros bons e velhos amigos, todos ali para cumprimentá-los nesse retorno, todos prontos para dançar: loucura e vingança, ódio e desejo, adrenalina e anfetamina, todos em direção à autodestruição, senão a morte, nesse rock´n´roll frenético, hiper-estilizado e saturado. Um novo “violence porno” de Danny Boyle & Cia. E incluso todo o elenco anterior, Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller e Robert Carlyle. Só para fazer barulho.

Um soco no rosto, uma ode ao inferno, o panfleto punk, a câmera ágil, bêbada, alucinada. Isso é T2: O marketing global superando modestas raízes para se tornar um produto pop, blockbuster de consumo rápido e descartável, a formula empoeirada, sacudida e regurgitada em frames, em insights, na compulsão, na trilha sonora, no mais controverso. Uma rave, um bordel, um pesadelo que, ame ou deixe, é o filme de Boyle.

Desnecessário ou não, polêmico ou não, o cineasta repete o mesmo esquema do filme de 1996, o visual trippy, o rock de propulsão, um elenco de anti-heróis inesquecíveis e desprezíveis. E nesse BOYHOOD à Guy Ritchie, conta uma história (que história?) extremamente brutal, cheia de reminiscências e atitude, passado e presente, um pouco freak, um tanto de “macho alpha”. Um filme saturado de homens desapontados e mulheres desapontadas e crianças decepcionadas, mesmo imaginárias. Tai a bravata, a essência desse buddy movie, donde todos procuram uns aos outros para tentar recriar o passado, para apreciá-lo ou vingar-se dele. Inclusive o diretor. Inclusive essa sequência.

(*) Crônica livremente inspirada do material cedido pela Sony Pictures, incluso notas de produção e entrevista com o diretor
RATING: 69/100

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BERLIM · FILMES

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