Return to Montauk

RETURN TO MONTAUK


ANTES DA MEIA-NOITE, ANTES DO PÔR DO SOL, ANTES DO AMANHECER, Max Frisch escreveu um livro, a história de um homem e uma mulher, de ENCONTROS E DESENCONTROS lá em Montauk, em Nova York. Um livro de memórias, cheio de confusão e pensamentos, as feridas não cicatrizadas e povoadas por muitos amantes e amigos. Uma novela romântica, autobiográfica e nada mais que, 40 anos depois, Volker Schlöndorff resolveu filmar.

Na tela, Stellan Skarsgard e Nina Hoss, o verão de Long Island, o clima ensolarado, a praia sem fim e toda sua consequente bagagem psicossocial de amores e paixões, para depois o autor retornar para casa, para sua própria família e filha. E lá se esquecer. Por 17 anos até retornar… Então, poderia o passado ter um futuro? “Gostaria de descrever este dia, apenas este dia, nosso fim de semana juntos, como surgiu e como foi. Eu gostaria de contar sem inventar nada. No papel de um narrador simples.”, e assim nos conta o narrador – senão o protagonista – em seu ensaio pessoal. E assim filma o diretor, um retorno não só à Montauk (como diz o titulo), mas também ao universo de Max Frisch, no qual visitou em 1991 com O VIAJANTE.

E como na saudosa trilogia de Richard Linklater, aqui se narra a loucura do amor, a faísca, a felicidade, o fim de semana, algumas horas, para depois, tudo ser esmagado na memoria, com o tempo. “Em Montauk só podemos olhar para trás”. E ali confrontar os fantasmas.

O resultado é um trabalho contido, pessoal, bem leve. Todo o argumento é resumido na história de um homem que se divide em dois amores, duas mulheres, o sentimento e o arrependimento. E não à toa a semelhança com BROOKLYN, porque o roteirista – Colm Tóibín – é o mesmo. Sim, tudo é muito bonito. Pena que seja mais do mesmo.

(*) Crônica livremente inspirada do material cedido pela WildBunch, incluso notas de produção e entrevista com o diretor
RATING: N/T

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BERLIM · PREVIEW

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