Bright Nights

BRIGHT NIGHTS


Pela estrada afora, nos confins da Noruega, duas gerações em confronto, pai e filho, Georg Friedrich e Tristan Göbel, ambos em peregrinação para enterrar o pai, para entender o pai. Um filme donde a natureza (humana?) nos arrebata, tão complexo, direto e pessoal quanto possível. Apenas dois personagens, seu relacionamento e essa imensidão. E nada além disso, nem sequer a câmera de Thomas Arslan… Tudo está incorporado na experiência, no roteiro, nesse (ínfimo) circulo social.

E todos imersos na natureza, nos takes longos, nos cenários em widescreen, na “noite brilhante”, no ar puro, verdejante e límpido, enquanto aos poucos, percebe-se a tormenta em cada personagem, a culpa, as escolhas, por fim as tentativas. Cada um tentando entender o outro. Cada um compartilhando seus pequenos rituais de vida. Um tanto de reflexão, um pouco de suspense, vários silêncios pontuais e voilá: Um road-movie, como tantos outros, inspirador, motivacional, encantador em cada frame.

Um filme que se conecta com o espectador. Ali, na cabana isolada, no mais longe dos ermos, dentre tantos objetos e coisinhas, duas pessoas que mal se conhecem são de repente apanhadas em uma situação íntima. São, afinal, pai e filho. E desse vinculo, à medida que a estrada avança, a grande historia se apequenando em um tom intimista, ainda mais lento e reflexivo, somente um homem, seu filho e a natureza hostil, e ambos prontos, finalmente, para confiar um ao outro e compartilhar um pouco do “Carpem Diem”. Sentimos também um pouco dessa sensação de fraternidade que pode lhe comover (ou não), sensibilizar (ou não). Disso vai depender seu espirito (de animo e cinéfilo).

(*) Crônica livremente inspirada do material cedido pela The Match Factory, incluso notas de produção e entrevista com o diretor
RATING: N/T

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BERLIM · PREVIEW

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