Rogue One: Uma História Star Wars

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Poderia ser uma ópera intergaláctica, épica, avassaladora, repleta de personagens e cameos e magnificência, isso no espaço, entre diversos cenários e ambientes e naves siderais. Não é. Poderia ser um filme de espionagem furtivo, cheio de reviravoltas e segredos e referências, um jogo de gato e rato, personagens duplos e dúbios, instigante, surpreendente, noir. Não é. Poderia ser apenas um spin-off nostálgico, uma história paralela de uma franquia conhecida, idolatrada, tão amada. Um retorno às origens, ao cânone, ao universo mítico “Star Wars” e seu contexto, sua guerra e rebelião, ao lado negro da força e aos confrontos jedis. Não é.

Primórdios de uma “nova esperança”, ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS é nada. Um pequeno episódio que pouco acrescenta ou revela. Um tanto aleatório e confuso, diria rebelde a todos os outros filmes, desconstruído, desconexo, desconjuntado, um tanto obscuro, extremamente tenso, mesmo sério. Sem qualquer alivio (cômico), é um ioiô entre tantos arcos, duas trilogias, diversas histórias, tudo no esforço de se amarrar um enredo, colocar uma peça no gigantesco quebra-cabeça, acrescentar à saga um ponto fraco, uma pequena armadilha para que, no futuro, Luke Skywalker possa brilhar.

A ideia era boa, cronologicamente situado entre os episódios III e IV, o intuito é explicar como os planos da Estrela da Morte foram roubados, como pararam nas mãos da Princesa Leia no prologo de “Uma Nova Esperança” e, de quebra, como uma arma de destruição em massa interplanetária, aparentemente indestrutível, foi tão facilmente explodida (ou implodida) no final desse filme, fato até então inexplicável. E a solução coube justamente ao #TeamRogueOne, à Felicity Jones, seu pai Mads Mikkelsen e os tais planos e contra planos engenhosos. O filme, então, se resume à caça ao tesouro, ao tal resgate, a redenção e a rebelião.

Mas na tela, um “Frankenstein” narrativo assombra cada frame, o peso da missão kamikaze recai sobre os ombros do diretor, no carisma dos protagonistas, no (pouco) desenvolvimento de cada personagem. São três atos que não conversam entre si. Uma montanha russa. Um caça níquel que nos leva ao lada negro da força, infelizmente ou felizmente à Darth Vader. Isso supera tudo. Até a insonsa trilha de Michael Giacchino.

RATING: 61/100

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