Taekwondo

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Um filme de “chicos”, donde o protagonista está em luta consigo mesmo e os outros, diante desse grupo de amigos, todos os homens, todos heteros, nesse idílio de cerveja e piscina. Ali, nessa exibição de testosterona, os torsos nus, as pernas musculosas, o sexo ao relento, os cabelos desgrenhados, a barba por fazer, os feromônios masculinos excitam a falar de mulheres, sonhar com mulheres, desejá-las, amá-las, enquanto a câmera passeia pelos corpos em exercício, os mamilos, os queixos, os olhares, os pelinhos debaixo do umbigo que encaracolam ao toque dos dedos, do desejo. O que sugere dúvidas.

Dessa projeção em tom nude, dessa sauna apertada, do banho demorado de Sol e chuveiro, Marco Berger logo cria um bromance e tensão. Seu Big Brother Alpha, como sempre, respira sexo, insinua, excita, cria espaço entre os corpos que se tocam de leve, se roçam aos poucos, quase num acidente (ou não). O tempo congela, mas seu filme ferve em cocção lenta, borra os limites do hetero e do homo. Arrepia.

E arrepiados, o sangue pulsando cada vez mais forte, vemos uma “amizade colorida” mais isolada e intensa. O protagonista, sabemos, é gay. Mas e os outros? O cineasta dissimula… Brinca de esconde-esconde com nossa percepção enquanto respira no cangote. No final, tudo se resolve. Silêncio. Expectativa. Provocação. Então, finalmente o orgasmo que torcíamos desde o começo e que, afinal, se pronuncia como o final de uma novela. Happy End.

RATING: 71/100

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MIX BRASIL · REVIEW

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