Voyage of Time: Life’s Journey

VOYAGE OF TIME


Da gênese à apoteose, eis o filme de Terrence Malick: Uma experiência que é cinema e ciência, o próprio tempo, a vida e a morte, o cosmos e Cate Blanchett. É tudo e nada. Perguntas e respostas. Fascínio e desconcerto. Uma viagem atemporal, o desdobramento do universo, um biscoito, uma oração ou talvez uma meditação existencial. Aos nossos olhos, é um labirinto sensorial para a mente e a alma, assombrosamente desnorteante que, na melhor das hipóteses, é uma balada magistral, quase divina e, na pior das hipóteses, um engano a ser corrigido. É difícil definir porque nessa jornada, sempre se busca a humanidade, esteja ela no passado, no futuro ou vibrando com a energia da natureza, em busca do que dura, do que perdura, no vasto espaço das eras literais.

Em resumo, tal projeção traça a cronologia científica do planeta, desde o nascimento das estrelas até o ultimo suspiro. Fala de uma porção de fenômenos celestes e terrestres, macroscópicos e microscópicos, numa variedade de temas astronômicos, biológicos e filosóficos, as primeiras células, elas crescendo, se dividindo, explorando cada nicho. A vinda dos peixes, o surgimento das florestas, os dinossauros e, principalmente, nossa própria espécie.

Malick questiona e muito. Cada mistério. Cada pormenor. E filma o desconhecido com intimidade investigativa, ambiciosa, inimaginável, nesse tom crescente de espetáculo, em 3D, em IMAX, afinal a própria vida, lutando, evoluindo e prosperando. E depois? Dai o descontrole. Toda a ferocidade, a estranheza e suas glórias. O cataclismo e a resiliência. Tal qual tantas outras historias que envolvem crescer, construir e adaptar-se, mas aqui numa escala mais ampla. Maior. Imenso. Incomensurável. Tal qual a ambição do seu diretor.

(*) Crônica livremente inspirada do material cedido pela Wild Bunch. Inclui Notas de Produção
RATING: N/T

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PREVIEW · RIO · TIFF · VENEZA

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