Brimstone

BRIMSTONE


Um violento épico de vingança nos confins do mais selvagem, do mais maligno, senão um inferno sangrento no velho oeste americano. Um poderoso conto de feminilidade, uma história de resistência à crueldade implacável, em BRIMSTONE, no séc. XIX, num pesadelo de referências bíblicas. Quatro capítulos sobre uma jovem e sua família. Na tela, Dakota Fanning, primeiro nas pradarias da inocência, depois, caçada por seu Reverendo, um fanático diabólico, um inimigo sádico que a condena – e a todos, inclusive o público – por questões de disciplina. Que chicoteia. Que agride. Que silencia. E ela, muda, imutável, resiste como uma verdadeira guerreira, sem medo. Sem culpa. Apenas o suspense sadomasoquista, talvez o faroeste.

E nesse western sombrio, desse encontro com o misterioso pregador, que a persegue, que a confronta, em seu fervor onisciente, donde Guy Pearce se veste de preto e encarna, literalmente o MENSAGEIRO DO DIABO. Ali, ALÉM DAS MONTANHAS, ou nO ATALHO do desprezo, do terror “Amish” ou suspense Gore, vemos um diretor filmar o fogo do inferno, sua lente empapada de sangue para nos contar, afinal, a “Revelação”, o “Êxodos”, a “Genesis” e a “Retribuição”, a história de Liz, de Ló, da luz que se foi. Apagou. Assassina. O pastor assim a prega, num tom quase obsceno, indo e voltando no tempo, nessa narrativa em widescreen, nesse conto de Sodoma e Gomorra com psique holandês e trilha sombria. De Martin Koolhoven, de um cineasta que já filmou WINTER IN WARTIME e, agora, busca o oposto, delimitar com exatidão o bem e o mal, o céu e o inferno e cuja experiência (cinematográfica) não nos permite olhar para trás ou recuar, temendo se tornar uma estátua de sal. Apenas para frente, para esse Guy e sua enorme cicatriz. Ame ou deixe.

(*) Crônica livremente inspirada do material cedido pela Embankment Films, incluindo as notas do diretor
RATING: N/T

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PREVIEW · TIFF · VENEZA

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