Jurassic World

JURASSIC WORLD

Quase 20 anos depois, o parque está (re)aberto… Outrora uma promessa, um sonho, não se sabe como, se tornou um imenso resort de entretenimento. E ali, voltamos às origens, à cobiça, ao caos, aos velociraptors e tiranossauros… Um cinema que nos faz navegar pelo tempo, que nasce diante de nossos olhos e, aos poucos, nesse (des)controle, vai descobrindo sua cadeia alimentar, a existência, os instintos, enquanto o público se alimenta desse esporte, o jogo, a emoção, ali na Ilha Nublar e novamente. Os acordes de John Williams ao fundo, os portões monumentais adiante, a música lentamente crescendo, mais épica, mais edificante, os olhos arregalados, o coração acelerado, o filme se abre e, pela janela, vemos o apogeu de um novo mundo perdido que nos olha e tem fome.

Sim, o primeiro parque ficou na historia porque agora é preciso mais. Algo maior, mais barulhento, mais dentes, um certo fator “uau” porque ninguém se impressiona mais com dinossauros e bonecos animatrônicos. A curiosidade já se foi com esse verão de 1993, os efeitos de uma década que não existe mais, extinta por novos CGIs, tantos avatares e Gollums. Resta pouco para nos surpreender, nada desse argumento, nenhum desses animais, talvez algo híbrido. Algo inominável. Indominus. E com ele, tudo está fora de contenção, fora de ordem. Milhões de anos de evolução e nada aprendemos…

Um novo parque, outro filme, mas a principio o mesmo roteiro, os mesmos personagens, as crianças, o sonhador, o herói… Cada um no seu tom de humor, horror e ciência. Meros estereótipos para partilhamos uma conexão emocional ou algum senso de deslumbramento e suspense. Pessoas fugindo de dinossauros imaginários, através da anarquia que se estabelece, dentre tantos hotéis, anfiteatros e ruas entulhadas de turistas e pelúcias e, donde o verdadeiro vilão é o progresso. E sempre foi assim nesse fosso entre passado e presente, ciência e ética, realidade e imaginação. Sim, tudo é possível, mas é moral? Mesmo nesse filme: Vale a pipoca? De certa forma sim, mas o clássico é melhor. Talvez porque tenha certa magia spielberghiana que Colin Trevorrow não soube captar. Ou melhor, que Michael Giacchino não soube reproduzir da emocionante música tema de uma franquia que ficou na memoria.

RATING: 71/100

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