Mundo Oscar 2008 | Mixagem de Som

Barulho de explosões em MÁQUINA MORTÍFERA. Rajadas de metralhadora em RAMBO. Rugido estrondoso do KING KONG. O que seriam destes filmes sem estes efeitos sonoros… Eles criam ilusões e simulam realidades que muitas vezes nem existe, dando mais realismo às cenas. Por isso são partes essenciais nas tramas cinematográficas. Tão importantes que passaram a ser premiadas em 1963, quando a Academia decidiu separá-los da categoria Efeitos Especiais.


TRANSFORMERS
Kevin O’Connell, Greg P. Russell & Peter J. Devlin
Trailer | Crítica | Site Oficial

Hoje, a mixagem de som agrupa-se em quatro categorias. A primeira delas se chama “Foley”, homenagem ao precursor Jack Foley. Ela recria sons corriqueiros, como a dos passos de um personagem e rangidos de portas. A segunda é mais irreal. Chama-se “Sons Desenhados”. Trata-se da criação de sons que não existem na vida de verdade. O de uma máquina espacial em STAR WARS, por exemplo. “Sons de criaturas” formam a terceira categoria. Exemplo fiel é o da última versão de KING KONG, que rendeu prêmio para o editor em 2004. “Som ambiente” é a última delas.


ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ
Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff & Peter Kurland
Trailer | Crítica | Site Oficial

A briga pela estatueta será acirrada este ano. Vários concorrentes são veteranos na categoria e concorrendo pelo filme TRANSFORMERS estão Kevin O´Connell e Greg P. Russel. Experiência e competência de anos, no entanto, ainda não lhes renderam estatuetas. O’Connell disputa pela 20ª vez o prêmio de Melhor Som. Nunca ganhou. Seu colega concorre pela 12ª vez. Nunca ganhou também. Os dois foram responsáveis pela barulheira em filmes como HOMEM-ARANHA, PEARL HABOR, ARMAGEDDON e TOP GUN. Agora, dado a natureza do filme (Michael Bay + Bilheteria soberba), é muito provável que a merecida consagração venha esse ano.


RATATOUILLE
Randy Thom, Michael Semanick & Doc Kane
Trailer | Crítica | Site Oficial

Em ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ, Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff and Peter Kurland concorrem ao Oscar. Orloff ganhou pela mixagem de RAY em 2004. Kurland foi indicado por JOHNNY & JUNE. Mas aqui predomina toda a pompa de um contender a Melhor Filme do ano. Se a trajetória dos irmãos Coen se confirmar vitoriosa, dia 24, então Som parece uma boa categoria para fazer volume e fazer história.


O ÚLTIMATO BOURNE
Scott Millan, David Parker & Kirk Francis
Trailer | Crítica | Site Oficial

O ÚLTIMATO BOURNE traz Scott Millan de volta a disputa. Ele já concorreu seis vezes, dos quais ganhou três: RAY (2004), GLADIADOR (2000) e APOLLO 13 (1995). Mas aqui o filme é azarão. É uma fita respeitada e a indicação comprova isso, mas premiá-lo ao invés de TRANSFORMERS seria uma tremenda injustiça.


OS INDOMÁVEIS
Paul Massey, David Giammarco & Jim Stuebe
Trailer | Crítica | Site Oficial

Os tiroteios e cavalgadas de OS INDOMÁVEIS ficaram por conta de Paul Massey, David Giammarco e Jim Stuebe. Todos novatos, exceto Paul Massey que entra na briga pela sexta vez. Nunca ganhou e provavelmente não será agora também. O reconhecimento do faroeste já foi uma surpresa e a inclusão entre os indicados já é um merecido reconhecimento.

Já RATATOUILLE traz a equipe mais bem premiada da disputa. Juntos, Randy Thom, Michael Semanick e Doc Kane colecionam quatro estatuetas, por filmes como OS INCRIVÉIS (2004) e SENHOR DOS ANÉIS (2005).

Article Categories:
AWARDS

Comments

  • “Transformers” merecia mais do que qualquer outro título vencer nesta categoria. Talvez não tenha vencido pelo do filme não ter sido bem aceito pela crítica. “O Ultimato Bourne” por sua vez encerrou sua trilogia muito bem aceita pela crítica, e talvez por estas razões tenha tirado o prêmio de Montagem do vencedor de Melhor Filme “Onde os Fracos não Tem Vez”, não só por ter sido aclamado pela crítica, mas também por ter sido um grande sucesso de bilheteria. Mas não quero desvalorizar o ótimo trabalho técnico de sua equipe. Os seus filmes anteriores ” A Identidade Bourne” e “A Supremacia Bourne” apesar de terem ido bem na crítica não haviam sido lembrados pela Academia, que pode ter achado justo entregar todas as categorias à qual “O Ultimato Bourne” tinha sido indicado. O Oscar® é apenas um lobby, poucas vezes o melhor vence ou ao menos é lembrado. Fato.

    heber ribeiro 29 de dezembro de 2012 15:28 Responder

Deixe uma resposta